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Archive for December, 2008
“Caindo na Real”
Dec 16th
É de arrepiar os cabelos. Mas o fato é que em 90% do tempo empresas ou órgãos como o que trabalho desperdiçam sua capacidade com documentações demais, processos de gestão de TI gordurosos e burocráticos.
Algo que precisa ser mentalizado por todo profissional de TI: tirar o foco das ferramentas usuais e mais poderosas, usadas por força do hábito e experiência, para trabalhar com modelos mais enxutos e ágeis. Manter aplicações e serviços dentro de um contexto mais simples é essencial. De uma maneira geral enfiamos coisas demais numa solicitação do usuário.
Faça o mínimo se a demanda for mínima. Não invente moda, tampouco reinvente a roda. Trabalhe com softwares e soluções livres, mais pessoas fazem isso hoje em dia e podem trazer soluções prontas para grande parte de seus problemas. Esqueça todo aquele volume de documentações e requisitos em forma de papel. Faça. Aja.
Aprenda que modelagem não é necessariamente UML e que processo de software pode ter grandes referências, mas deve ser seu: do seu tamanho, do tamanho de suas demandas, do tamanho do seu orçamento.
Achou tudo isso revolucionário demais? Uma afronta aos conceitos de processo de software, gerência de projetos? Pode até ser. Mas o fato é que realmente perdemos muito tempo com burocracia para fazer coisas muito simples. Se você acha tudo isso que escrevi um absurdo ou discorda de alguma parte, não leia “Getting Real” (Caindo na Real) da 37signals. O livro é escrito pelos desenvolvedores do framework Rails e além dos aspectos criativos, traz questionamentos essenciais sobre a produção de software. Enquanto CMMI e MPS.br te dizem como você pode se dar bem desenvolvendo projetos complexos dentro de um processo amplamente definido e parametrizado, Getting Real te dá o mesmo sucesso para aplicações leves e menores (a maioria), dentro de um processo dinâmico e baseado na intuição e produtividade.
É uma boa leitura para quem gosta de rever conceitos, não é acomodado e sabe observar tudo de maneira mais crítica. Fica aí a dica.
Mapa Mental – CMMI v1.2
Dec 11th
ITIL v2: Primeira Abordagem
Dec 9th
Olá pessoal. Primeiro peço desculpas pela ausência. Nas últimas duas semanas estive entretido com a virtualização de um dos servidores da Alego, usando Citrix XenServer 5. Acho que um bom tema para redação de concursos / provas seria o uso da virtualização como fator de apoio à Governança de TI, aliás. Prometo comentar um pouco sobre isso nas próximas semanas.
Desculpas à parte, alguns colegas da TI-Masters me adicionaram no gtalk para solicitar uma luz sobre ITIL v2. Digo de antemão que não sou lá o maior especialista, mas tenho me dedicado bastante aos estudos do modelo, principalmente através do livro do Aragon Fernandes, dos livros do ITIL v2 e de um excelente material do professor Gledson Pompeu (Cathedra e TCU – Brasília) que comprei recentemente. Chega de conversa e vamos lá!
A primeira coisa que precisamos entender sobre ITIL é que o modelo surgiu motivado pelo aumento da importância da TI dentro do contexto estratégico das empresas. De tão importante (imagine as vendas da Coca-Cola sem o funcionamento daqueles sistemas que os revendedores usam nos PDAs) para os objetivos de negócio, os comandantes de organizações passaram a exigir mais confiabilidade, disponibilidade e capacidade dos recursos de TI.
Neste cenário da tecnologia, tivemos um aumento na complexidade de suas ferramentas e , é claro, nos custos também. Por fim, chegou-se ao ponto em que os problemas oriundos da insuficiência/incapacidade da TI tornaram-se mais evidentes, sendo necessária uma gerência efetiva desse contexto.
É aí que o ITIL se insere. Segundo o modelo, a TI deve ser gerenciada como serviço. Um serviço básico para o negócio mesmo, assim como telefonia, água, luz. É necessário que os serviços de TI sejam garantidos dentro de parâmetros estabelecidos e acordados em um dado momento. (Continua)

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