Começando 2009. Aliás, feliz 2009 para vocês!

Amigos, virtualização não é coisa nova. Em 1965 a IBM já usava virtualização em seus mainframes, ciente que esta era uma das melhores formas de maximizar recursos computacionais.

A diferença é que no momento temos a virtualização disponível para a plataforma x86, introduzida pela VMWare com o Enterprise Servers desde 2001. Atualmente há uma variedade de soluções, dentre as quais destaco a da Citrix (Xen Server). Esta é usada por nós na Assembléia Legislativa de Goiás (na verdade é uma para-virtualização) e tem se mostrado bastante eficiente, estável e robusta.

Embora concebidas com o mesmo objetivo, existem importantes diferenças nas arquiteturas e implementações dessas soluções de virtualização. Outro aspecto que as diferencia é a forma de gestão e administração das mesmas, não há um padrão para tal.

Algumas estatísticas mostram que está entre 10 e 15% a média de utilização dos servidores que executam aplicações dedicadas. Talvez só este índice seria capaz de justificar o uso da virtualização. Mas no âmbito de negócios, ela apresenta várias outras vantagens. Algumas: a virtualização aproveita melhor os recursos disponíveis, adia a aquisição de novos equipamentos, simplifica provisionamento de hardware para necessidades não planejadas, ajuda nas soluções de alta disponibilidade e em projetos de recuperação de desastre.

Sob o ponto de vista financeiro, o retorno de investimento sobre o hardware melhora devido ao menor custo de energia, menores requisitos de refrigeração, menos espaço físico, simplificação da operação e menores requisitos de gerenciamento.

Alguns mais observadores já enxergaram aqui forte relacionamento com as Gerências de Capacidade, Disponibilidade e Continuidade de Serviços do ITIL v2. E estão certos!

Fica evidente que a virtualização é um importante fator de apoio à gestão de serviços de TI. Um plano estratégico de TI nos moldes atuais deve contemplar a virtualização do parque em suas metas de infra-estrutura. Servidores virtualizados já estão credenciados como PARTE decisiva de uma política de governança em TI bem sucedida.